No Dia do Servidor, a UFC Crateús celebra quem faz a universidade acontecer
Neste 28 de outubro, Dia do Servidor Público, o Campus da Universidade Federal do Ceará em Crateús presta homenagem aos profissionais que, com seu trabalho, contribuem diariamente para o funcionamento e o crescimento da instituição. A data celebra o comprometimento daqueles que constroem, desde as primeiras etapas, a história do campus no interior cearense.
Sandro Vagner, diretor do Campus, relata sobre o dia do servidor: Enquanto diretor do campus gostaria de manifestar nosso agradecimentos a todos que fazem o serviço com dedicação, no dia a dia do campus, os nossos servidores técnicos administrativos, nosso docentes, nosso terceirizados, que fazem acontecer no dia a dia, para que o nosso dever de servir, aconteça da melhor forma, então um agradecimento especial e parabéns a todos os nossos servidores pelo dia.
Criado pela Resolução nº 26/CONSUNI, de 14 de dezembro de 2012, o Campus de Crateús surgiu no contexto de expansão e interiorização do ensino superior público, implementado entre 2003 e 2014. Essa política ampliou o acesso à universidade para além das capitais, fortalecendo o desenvolvimento regional e a formação de profissionais qualificados em áreas estratégicas. Em Crateús, a UFC consolidou cursos voltados para Engenharias e Computação, pilares fundamentais para o progresso tecnológico e econômico do Estado.
Em 2024, o Campus completou dez anos, um marco que reflete uma trajetória de desafios e consolidação (leia mais nesta notícia).
Neste ano, sete servidores completaram também uma década de atuação na unidade: Aline Pinho Menezes (Assistente em Administração), Antonio Francisco Gomes Furtado Filho (Professor), Francisco Yure Santos do Nascimento Jansel (Professor), Giannini Italino Alves Vieira (Professora), José Wellington Franco da Silva (Professor), Rennan Ferreira Dantas (Professor) e Luísa Gardênia Alves Tomé Farias (Professora).
Os servidores foram homenageados pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), em cerimônia realizada no dia 21 de outubro, ocasião em que receberam certificados de reconhecimento pelos 10 anos de serviços prestados à Universidade. Alguns deles também compartilharam relatos sobre o significado de ser servidor público e sobre os principais momentos vivenciados ao longo dessa trajetória, reforçando o papel essencial de cada um na consolidação do Campus de Crateús.
Relato da Servidora Aline Pinho Menezes (Assistente em Administração)
Para você, o que significa ser servidor?
Ser servidora da UFC é isso: é ultrapassar os limites das atividades realizadas à frente do computador; é buscar fazer a diferença no cotidiano, contribuindo para que a universidade seja um espaço cada vez mais humano e acolhedor.
É vestir a camisa da instituição com orgulho, empenho e empatia, entendendo que servir é, acima de tudo, um ato de dedicação e amor. Ao longo desses dez anos, aprendi que o verdadeiro sentido do serviço público está em transformar realidades, cuidar de pessoas e animais e acreditar, todos os dias, que vale a pena fazer o bem onde estamos.
Como você descreve sua trajetória nesses 10 anos? O que você destacaria?
Em 2025 completei dez anos como servidora da Instituição — um marco importante na minha trajetória. Desde o início, ainda na sede provisória, atuo na Secretaria Acadêmica dos Cursos de Graduação, onde sigo dedicada a oferecer o melhor serviço possível. Ao longo desse tempo, acumulei muitas experiências e aprendizados, inclusive o de abraçar a causa animal dentro da universidade. Em 2018, ao perceber a presença de gatos no campus, decidi agir para que o local não se tornasse um espaço de abandono. Desde então, desenvolvo um trabalho voluntário que, com o apoio de colaboradores e servidores, conseguiu controlar a população felina. A UFC se tornou minha segunda casa — e talvez até a primeira —, pois tenho estado presente no campus de domingo a domingo nessa missão árdua, mas profundamente gratificante.
Relato do Servidor Antonio Francisco Gomes Furtado Filho (Professor)
Para você, o que significa ser servidor?
Ser servidor significa ser um profissional que trabalha e se dedica a serviço de uma instituição pública. Ser um servidor público é prestar serviços essenciais à população, sempre pautando a conduta em princípios éticos e de honestidade para promover o interesse público e o desenvolvimento do país. Ser um servidor público da Universidade Federal do Ceará é motivo de orgulho, pois reflete a missão de contribuir para a educação, pesquisa e extensão, além de ter uma ligação com a relevância regional da instituição. É ser guiada por princípios constitucionais e por códigos de ética que visam garantir uma administração transparente, justa e eficiente.
Como você descreve sua trajetória nesses 10 anos? O que você destacaria?
Com muito orgulho digo que minha trajetória se inicia ainda no ano de 2014, mas precisamente em Junho quando eu prestei concurso para a Universidade Federal do Ceará – Campus de Crateús. Um campus que ainda estava na sua fase de alicerce, mas que já seria enorme para mim, visto a minha
ansiedade para contribuir com a educação superior na minha terra natal. Até a minha nomeação e posse eu já me dedicava a UFC, a professora Maria Elias, então diretora do campus me solicitou que viesse a Crateús conhecer as instalações provisórias da universidade, naquele momento era numa escola particular da cidade, e fazer um levantamento do que precisaríamos para montarmos o laboratório de física para os cursos de engenharia. Até que em 21 da Janeiro de 2015, eu tomo posse como novo professor da UFC – No campus de Crateús, o primeiro professor de física. Durante todo esse tempo como docente do Campus eu exerci um papel importante para desenvolvimento do campus em diversos segmentos, me tornei o primeiro coordenador do curso de engenharia civil onde batalhei em reuniões do conselho por vagas para compor o quadro docente do curso e também na elaboração de documentos importantes, como o PPC (Projeto Pedagógico do Curso). Também fui o primeiro presidente do NDE (Núcleo Docente Estruturante). Contribuir significamente para a implantação do curso de Engenharia de Minas. Nesta minha trajetória representei o corpo docente como membro no conselho do Campus, participei de comissões importante como a Comissão de Inovação e Tecnologia (COMIT) representando o Campus de Crateús. Representei o Campus na Comissão de direitos Humanos da UFC. Contribuir em diversos processos de progressão funcional de colegas de trabalho. Compus a primeira equipe da COMPITI (Comissão de Pesquisa, Inovação Tecnológica e Internacionalização). Publiquei artigos científicos que levaram o nome da UFC- Crateús. Estou membro titular do colegiado do curso de Engenharia Civil. Estou representante do Colegiado do Curso de Engenharia Civil na Comissão de Extensão. Durante 10 anos me dediquei com muito orgulho ao Campus de Crateús, sempre pautando a conduta em princípios éticos e de honestidade. Eu destacaria a importância da interiorização, que proporcionou o aumento de vagas públicas de forma crucial para a democratização do acesso ao ensino superior, a redução das desigualdades regionais e o desenvolvimento socioeconômico do interior do país.
Relato do Servidor Rennan Ferreira Dantas (Professor)
Para você, o que significa ser servidor?
Servir, para mim, é umas das mais nobres ações. Então servir diariamente a educação brasileira e contribuir para o progresso do nosso país é motivo de grande honra e orgulho. Certamente não é fácil fazer a educação pública acontecer, mas é muito gratificante ver os esforços sendo convertidos em resultados para os nossos alunos, nossos colegas e para a nossa sociedade como um todo.
Como você descreve sua trajetória nesses 10 anos? O que você destacaria?
Acima de tudo um grande desafio. Eu estou me construindo como servidor e pessoa à medida que o campus vai sendo construído. Tive a oportunidade de ver as fundações físicas do nosso campus e também, em sentido figurado, as fundações dos nossos cursos e dos nossos diversos setores. Foram inúmeros desafios vencidos para chegar onde estamos. A cada desafio, uma evolução, um aprendizado. E assim, junto com o campus, me sinto em contínuo aprendizado e evolução.
Relato da Servidora Luísa Gardênia Alves Tomé Farias (Professora)
Para você, o que significa ser servidor?
Ser servidor é transcender o ofício; é abraçar um chamado que se manifesta na coerência entre o que se diz e o que se faz, como nos ensinou Paulo Freire. É a materialização de um propósito de vida profissional, que encontrei na docência, e a forma mais especial de retribuir à UFC, a casa que me formou e me deu as ferramentas para transformar a minha realidade. O servir, para mim, é a construção constante de uma identidade, onde as memórias individuais se fundem às histórias coletivas da instituição. Nosso trabalho é ser a ponte, possibilitar aos estudantes uma aprendizagem coletiva, crítica e singular, para que eles produzam conhecimento e se tornem agentes de mudança. É viver essa missão preceptora do conhecimento, um movimento de busca permanente, onde o docente tece alternativas na cotidianidade e acumula uma vivência que o marca profundamente como sujeito social. Mesmo que a jornada exija a coragem de atuar em cenários instáveis e improvisados, a dedicação incondicional deve ser a bandeira do servidor. Ser servidora é viver em simbiose com a missão pública, nutrindo o sucesso mútuo com a convicção de que cada desafio superado reforça a luta incessante por uma educação gratuita e de qualidade. É uma certeza interior do dever cumprido, uma luta efetivamente lutada.
Como você descreve sua trajetória nesses 10 anos? O que você destacaria?
Minha trajetória de dez anos na UFC é um hino à resiliência e à paixão por construir, marcada pela capacidade de transformar desafios em conquistas. Iniciei no magistério superior logo após a defesa do doutorado, com filho pequeno e em pleno puerpério da minha segunda filha, enfrentando a dura e androcêntrica jornada das mães na academia. Provamos que maternidade e excelência prosperam juntas ao alcançarmos a nota 4 do MEC para a Engenharia Ambiental e Sanitária, feito que coordenei, inclusive, durante a gestação da minha terceira filha. Mas o que carrego no coração é o meu profundo e afetivo amor pelo Programa de Educação Tutorial. Como primeira tutora do PET Crateús desde 2020, tive a honra de retribuir toda acolhida, cuidado e filosofia de pertencimento que me formou como “petiana” Conseguimos, juntos, construir um programa de excelência, com atividades interdisciplinares, plurais e críticas. Hoje, essa jornada se eleva com a iminente implementação do ProfÁgua, nosso primeiro programa de Pós-graduação. Aceitei esse novo desafio porque ele revive em mim a sensação de desbravar a implantação de um curso e reafirmar a missão de fortalecer a produção de conhecimento no campus. Reafirmo, com afeto e propósito, que sigo firme na coragem de transformar a UFC.
Relato do Servidor José Wellington Franco da Silva (Professor)
Para você, o que significa ser servidor?
Para mim, ser servidor é uma verdadeira vocação — o chamado para estar a serviço da sociedade. No meu caso, essa vocação se manifesta principalmente por meio da docência, que exige entrega quase integral e um compromisso constante com o ensino, a pesquisa e a formação de pessoas. Servir em uma instituição pública amplia ainda mais esse sentido, pois os desafios são muitos e exigem resiliência, empatia e um profundo senso de responsabilidade coletiva. Acredito que ser servidor público é uma das missões mais belas e significativas que alguém pode exercer. Espero continuar trilhando esse caminho por muitos e muitos anos, contribuindo para transformar vidas por meio da educação.
Como você descreve sua trajetória nesses 10 anos? O que você destacaria?
Descrevo minha trajetória como uma caminhada marcada por dedicação, aprendizado e compromisso com a instituição. Nesses dez anos, vivi momentos importantes: fui professor durante o período em que a universidade ainda funcionava na Escola Primeiro de Janeiro e participei da transição para o novo campus da UFC em Crateús. Também atuei em funções administrativas como vice-coordenador, coordenador e vice-diretor, sempre buscando contribuir para o crescimento do campus e o fortalecimento da comunidade acadêmica. No entanto, o que mais me orgulha é poder participar da formação de tantos estudantes ao longo desse tempo. Ver o progresso e as conquistas de nossos alunos é, sem dúvida, a maior recompensa dessa jornada.